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Foto:Pexels/Pixabay

Tempo de Despertar e a Pantera

Encontrei Rainer Maria Rilke no filme “Tempo de Despertar”. Ele foi citado em um momento emocionante quando o médico finalmente consegue se comunicar com seu paciente em estado catatônico através de um joguinho de letras. Dr. Malcolm deseja que ele soletre o seu próprio nome “Leonard”, mas este manda logo um “Pantera” do Rilke. O poema é muito tocante. Não só pelo sofrimento animal, mas o de todas as prisões, sejam elas de fato ou invisíveis. No caso de Leonard, não poder se movimentar, falar ou expressar qualquer emoção com uma cabeça lúcida é um pesadelo. É prisão das piores e mais cruéis. Para mim, bastou. Precisei pausar o filme e ir correndo atrás do livro porque percebi o potencial de obra fascinante. Netflix vai ter que esperar. Abaixo, uma tradução do poema mais simplificada e bela feita pelo filme.


A Pantera


“Seu olhar, de tanto ver através das grades
Ficou tão cansado que não absorve mais nada
Para ele, é como se existissem mil grades
E, atrás dessas mil grades, não existisse um mundo
Andando, inquieto, em círculos pequenos
Seus poderosos passos são como um ritual
Ao redor de uma grande força paralisada
Às vezes, as cortinas dos olhos se abrem sem aviso
E uma imagem entra, passa pelo silêncio dos ombros
Chega ao coração e morre.”

Rainer Maria Rilke foi um poeta austríaco e um dos maiores líricos de seu tempo. Escreveu várias obras, sendo uma delas traduzida por ninguém menos que Cecília Meireles (A Canção de Amor e de Morte do Porta-Estandarte Cristóvão). Nos meus quase quarenta anos de vida, nunca tinha ouvido falar nele. Foi tempo de despertar também para mim.

Imagem – Pixabay

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